Rezar PARA REZAR

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Tenho plena consciência de estar em dívida com os caros leitores e leitoras. Há semanas escrevi um artigozinho intitulado: “Rezar PARA NÃO REZAR”. Mas o Natal se aproximava e precisei tecer alguma consideração sobre tão sublime mistério. Escrevi, então “O Natal histórico e o teológico”. Retorno, agora, ao tema sobre a oração e espero, na medida do espaço, completá-lo. Continue lendo “Rezar PARA REZAR”

Semana Santa

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA

20/03 – DOMINGO DE RAMOS (Coleta da fraternidade):  09:00 – Procissão e Missa de Ramos; 19:00 – Missa com bênção de Ramos. N.B. Não haverá a missa das 07:30 e a das 10:00 será antecipada para as 09:00.

21/03 – SEGUNDA-FEIRA SANTA: 18:30 – Ofício da Traição; 19:00 – Missa
22/03 – TERÇA-FEIRA SANTA: 07:00 e 19:00 – Missa; 18:30 – Ofício das Lágrimas
23/03 – QUARTA-FEIRA SANTA 07:00 e 19:00 – Missa; 18:30 – Ofício da Entrega

24/03 – QUINTA-FEIRA SANTA 20:00 – Celebração da Ceia do Senhor. Lava-pés. Adoração ao Santíssimo até a meia-noite.
25/03 – SEXTA-FEIRA SANTA (Coleta para os lugares santos- Dia de Jejum e abstinência): 10:00 – Via-Sacra (crianças da 1ª Eucaristia); 12:00 – Sete Dores de Maria; 17:00 – Celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo; 19:00 – Procissão do Senhor Morto.
26/03 – SÁBADO SANTO: 19:00 – Vigília Pascal
27/03 – DOMINGO DA RESSURREIÇÃO – Missa de Páscoa  10:00 e 19:00. N.B. Não haverá a Missa das 07:30.

O Natal histórico e o teológico

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Há diferença entre o Natal histórico e o teológico?

Sim! O primeiro aconteceu em circunstâncias irrepetíveis. Mais precisamente: deu-se num lugar fixo, abarcou distintas circunstâncias temporais e envolveu determinadas pessoas. Como tal, de há muito se encerrou no tempo e no espaço; trata-se de dado histórico único. Continue lendo “O Natal histórico e o teológico”

Ainda a cabana e ainda o sofrimento

Texto de P. Alcides Marques, CP

O livro “A cabana” de William P. Young trouxe uma visão extremamente interessante da Santíssima Trindade (Papai, Jesus e Sarayu), mas progrediu pouco no que diz respeito ao seu objetivo principal: refletir sobre o sofrimento humano. Pouco porque, embora tenha proporcionado um avanço no que diz respeito às concepções mais tradicionais, não chegou a uma contundência maior. E não chegou porque provavelmente não tinha como chegar. Assim sendo, precisamos percorrer um caminho espinhoso, mas não temos alternativa. A menos que queiramos viver eternamente neste curto-circuito entre a experiência do sofrimento e nossa capacidade e possibilidade de refletir sobre o mesmo. Continue lendo “Ainda a cabana e ainda o sofrimento”

Programação de fim de ano

24/12 – QUINTA-FEIRA: 20:00 Missa da Vigília de Natal. Não teremos a missa das 07:00 da manhã.
25/12 – SEXTA-FEIRA: 10:00 e 19:00 Missa do dia de Natal.
26/12 – SÁBADO: Secretaria Paroquial Fechada. Não teremos a missa das 07:00 da manhã, apenas das 18:00.
27/12 – DOMINGO: Missa às 07:30; 10:00 e 19:00
31/12 – QUINTA-FEIRA: 20:00 Missa de Encerramento do ano. Não teremos a missa das 07:00 da manhã.
01/01 – SEXTA-FEIRA: 10:00 e 19:00 Missa do Ano Novo.
02/01 – SÁBADO: Secretaria Paroquial fechada. Não teremos a missa das 07:00 da manhã, apenas das 18:00.
03/01 – DOMINGO: Missa às 07:30; 10:00 e 19:00.

Coroa do advento

Nós estamos no advento do ano C. O Evangelista de referência é São Lucas. Neste ano, a coroa do advento de nossa Igreja tem 4 cores: verde, roxa, rosa e branca. Nós adotamos esta sequencia para relacionar as cores com a ideia central da liturgia da Palavra: verde (esperança); roxo (penitência, conversão); rosa (alegria); branca (paz).

Lembramos a todos que a partir do dia 08 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, iniciamos o Ano da Misericórdia, conforme solicitação do papa Francisco. Vamos nos preparar para acolher a misericórdia de Deus em nossas vidas e para sermos misericordiosos com todos os que precisarem de nossa misericórdia.

Rezar para não REZAR

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Tenho consciência de que, às vezes, ao intitular os meus artigos, tenho ido além do permitido, como pode estar acontecendo agora, com o “rezar para não REZAR”. Cabe-me pedir as devidas desculpas.

Às vezes, a “criança nasceu”, urge ser registrada e não há denominador comum quanto ao nome. Não se exclui ainda, a falta de melhor opção no momento. Mas, entre outras possibilidades, pode haver o desejo de impactar, de chocar, e assim melhor vender o produto. E é o que acontece, agora. Continue lendo “Rezar para não REZAR”

A cabana, a trindade e o sofrimento

Texto de P. Alcides Marques, CP

O livro a Cabana de Willian P. Young alcançou um sucesso de vendagem e, mais ainda, de impacto, tendo em vista a densa temática que aborda. Simplesmente refere-se a um homem, Mackenzie, chamado de Mack, que perdeu tragicamente sua filha de oito anos, Melissa (Missy), vítima de estupro e posteriormente assassinada por um serial killer. Ele estava em um passeio com a família e a sua filha foi atacada covardemente e levada a uma cabana, onde teria sido assassinada. O resultado desta trágica experiência foi o surgimento de um homem acabado, triste, isolado e sem rumo.

Até que um dia ele recebe um bilhete de alguém que assina Papai e que pede que ele vá até a cabana onde sua filha foi assassinada. Ele se espanta como o convite, mas acaba se dirigindo até a Cabana onde encontra com a Santíssima Trindade em forma de pessoas concretas: o Pai, que é chamado de Papai, aparece como uma mulher negra; o Filho, Jesus, aparece como um moço alegre; e o Espírito Santo, chamado de Sarayu, aparece como uma mulher sem forma definida.

A força do livro está nesta maneira de abordar a Santíssima Trindade. O autor não pretende fazer uma reflexão teológica sobre a Santíssima Trindade, mas sim apresenta-la em sua proximidade máxima com um ser humano. É a Trindade que dialoga com o ser humano; que convida a uma refeição. Deus Pai é chamado de Papai, o modo como o próprio Jesus de Nazaré chama a Deus, Abba. Mas além de utilizar o termo que indica proximidade, a forma concreta como Papai se apresenta é surpreendente: na forma de uma mulher (mãe) negra. Mack teve uma experiência negativa do seu pai humano, que bebia e batia nele. Quando Papai se apresenta como uma mulher negra, ele se mostra em sua face amorosa, de dedicação, de cuidado. Recompõe para Mack o lado saudável de uma existência coletiva (familiar). A refeição em comum será a expressão maior desse convite à fraternidade. Uma fraternidade que envolve Papai, Jesus e Sarayu.

Mas, apesar de tudo, o problema maior ainda persistia. Como este amor cuidado e esta fraternidade concreta, que Mack experimentava realmente em sua vida, poderiam conviver com o fato de que sua filha inocente foi cruelmente violentada e assassinada? Como combinar estas duas experiências: uma fortemente positiva e outra escandalosamente negativa?

O livro tentou oferecer uma explicação. Tentou porque na verdade só avançou um pouco e acabou retornando a uma visão tradicional de como se dá a ação de Deus na história humana. Mack aprendeu que Deus não programou e muito menos estaria feliz com o que aconteceu com sua filha.

Aprendeu que Deus permitiu. Mas permitiu por quê? É aqui que existe um pequeno avanço: permitiu não por permitir (ou seja, por não querer agir). Permitiu porque era possível atingir um propósito. Mack foi convencido a admitir que nas experiências mais trágicas da vida, Deus pretende através das mesmas atingir algum objetivo, mesmo que nós não saibamos qual seja. Difícil de digerir, mas confortante, não? Imaginemos as tragédias e catástrofes e as consequentes ondas de solidariedade que as mesmas desencadeiam. Não estaria aí o propósito divino?

Estaria então resolvido – do ponto de vista da fé – o problema do sofrimento humano? Infelizmente não. E esta é a fraqueza do livro “A Cabana”. Mas seria possível outra maneira de entender? Acredito que sim. Qual? Veremos…

Nada de novo sob o sol

Texto de P`. Mauro Odorissio, CP

A sentença que encabeça o artigo é bastante conhecida, mas não tanto a sua fonte (Eclesiastes ou Qohélet 1,9), e menos ainda o espírito que animava o autor ao escrever. Tudo o retrata experiente investigador. Contudo, a visão global do empreendimento o leva à frustração. Não grita, por estar carente de energia; então elabora o lacônico, mas altissonante epitáfio: “vaidade das vaidades… tudo é vaidade” (Ecl 1,1). Consderando-se descobridor da pólvora, constata que ela já detonara muitos monumentos. Continue lendo “Nada de novo sob o sol”

Nascer morrendo e morrer ressuscitando

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

O título que encima este artigo me veio como que por geração espontânea. Assumo-o, de imediato, para que, liberado, possa dar prosseguimento à reflexão que pede urgência.

Hoje, no primeiro encontro de oração comunitária, me senti impregnado por aluvião de textos dos quais a flux emergiam conceitos aparentemente excludentes, mas estreitamente vinculados entre si: “morte” e “vida” (ou ressurreição). Algumas amostragens: “A vida dos justos está nas mãos de Deus e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos pareciam ter morrido…” (Sb 3,1-2). São Clemente, como que solicitado, comentou: “Consideremos, diletos, de que modo o Senhor continuamente nos mostra a futura ressurreição, que tem por primícias o Senhor Jesus Cristo, a quem ressuscitou dos mortos. Pensemos na ressurreição que se dará em seu tempo”. Não concordo em tudo com o Santo. Continue lendo “Nascer morrendo e morrer ressuscitando”