LCUHELIOSEF@CEUTERRA.COM

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Comentando o nosso livro (São José – Uma Identidade revelada na Sagrada Escritura), um amigo achou original o uso que fizemos dos documentos pessoais para melhor identificar o Santo. Realmente, bom número dos capítulos tem presente, de modo especial, a Cédula de Identidade. Porém, outros documentos não foram olvidados. Assim, de certa maneira, pedimos ao Santo que “se identificasse”. Queríamos saber qual era o seu nome, a sua filiação, a naturalidade, a data do nascimento, a impressão digital, a fotografia. Examinamos, ainda, o registro geral (RG) e consideramos até o CEP e os CPF e o CIC. Continue lendo “LCUHELIOSEF@CEUTERRA.COM”

Eu vos darei um coração de carne

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Em nosso currículo acadêmico, mais de uma vez lecionamos Profetismo. Conseqüentemente, Ezequiel nos é relativamente conhecido. Não temos condições de imaginar quantas vezes, no longo decurso de nossa vida ministerial, oracional, professoral e reflexiva, contatamos o texto. Sabemos, ainda, da importância do destacado Profeta num dos momentos mais cruciais da história do povo judeu. Continue lendo “Eu vos darei um coração de carne”

O santo calote

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

De antemão pedimos licença e desculpas aos caros leitores, pois nos adentraremos em assunto que não é o nosso forte: a etimologia. Contudo, ousamos confessar que não somos completamente ignaros. Amiudadamente essa ciência nos foi necessária em nossas atividades acadêmicas.  Então, com a anuência tolerante dos que nos lêem, ousaremos “viajar etimologicamente”. Continue lendo “O santo calote”

Correção fraterna

Texto de P. Alcides Marques, CP

Quem quiser ser discípulo de Cristo deve, antes de tudo, renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz (Mt 16,24ss). Renunciar a si mesmo significa estar preparado a dizer não a si mesmo. Aqueles quem seguem a Cristo devem também estar dispostos a seguir os caminhos traçados por Cristo, ou seja, percorrer os caminhos indicados por Ele, não pelos seus impulsos naturais. E isso só será possível quando formos capazes de renunciar às nossas próprias soluções e caminhar segundo as soluções de Cristo. Um dos mais difíceis “nãos” que dizemos a nós mesmos é a renúncia decidida ao julgamento das pessoas. Mas isso não quer dizer que não devemos corrigi-las quando erram. Continue lendo “Correção fraterna”

O sonho de Gerontius

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Não raramente constatamos a riqueza da sabedoria sintetizada em frases lapidares. É bem conhecido o provérbio “o homem propõe e Deus dispõe”. E foi o que nos aconteceu. Saímos indefinidos de S. Carlos rumo ao local onde faríamos o retiro espiritual. Horários, trajetos, meios de condução não se concatenavam; algo sempre conspirava contra. Optamos pelo caminho mais garantido, embora mais longo. O frio, a chuva e a noite insone no ônibus nos fizeram contatar antigo grupo de casais amigos. Continue lendo “O sonho de Gerontius”

Acreditar no perdão 18/08/2014

Parte da homilia do papa Francisco durante a Missa pela Paz e Reconciliação (18/08/2014), celebrada na na Catedral de Myeong-dong (Seul), durante a visita à República da Coreia.

No Evangelho de hoje, Pedro pergunta ao Senhor: «Quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?» O Senhor responde: «Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 21-22). Estas palavras tocam o coração da mensagem de reconciliação e de paz indicada por Jesus. Obedientes ao seu mandamento, pedimos diariamente ao nosso Pai do Céu que perdoe os nossos pecados, «assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Mas, se não estivéssemos prontos a fazer o mesmo, como poderíamos honestamente rezar pela paz e a reconciliação?

Jesus pede-nos para acreditar que o perdão é a porta que leva à reconciliação. Quando nos manda perdoar aos nossos irmãos sem qualquer reserva, pede-nos para fazer algo de totalmente radical, mas dá-nos também a graça de o cumprir. Aquilo que, visto duma perspectiva humana, parece ser impossível, impraticável e às vezes até repugnante, Jesus torna-o possível e frutuoso com a força infinita da sua cruz. A cruz de Cristo revela o poder que Deus tem de superar toda a divisão, curar toda a ferida e restaurar os vínculos originais de amor fraterno.

Nossa Senhora Rainha

Texto de P. Alcides Marques, CP

Neste dia 22 de agosto, a liturgia católica celebrou a festa de Nossa Senhora Rainha. A festa litúrgica foi impulsionada por Pio XII como desdobramento da Assunção de Nossa Senhora. Lembremos que o mesmo Pio XII, em 1950, proclamou o dogma da Assunção de Nossa Senhora. Por isso, a festa é celebrada uma semana depois da Assunção. Trata-se de uma celebração de significado menor, pois deriva da festa maior da Assunção. Continue lendo “Nossa Senhora Rainha”

7 a 1. Sóóóó???!!!…

Texto de P. Mauro Odorissio, CP

Dizem que a data não é de ser recordada. Para isso existe a lei do esquecimento (lex oblivionis), tão usada no passado. Tivemos a oportunidade de ver clássicos monumentos e afrescos em Roma e no Egito, com nomes e referências canceladas. Pelo título o leitor já imagina a que fato nos referimos.

De antemão auguramos: oxalá o fatídico 7 a 1 seja o único e o maior “vilipêndio nacional”!… Mas, lamentavelmente, as goleadas continuam, e o que é pior, não em estádios de duvidoso esporte, mas nas arenas vitais da educação, da saúde e quejandos.  Aliás, nós nos recusamos a identificar a seleção com a nação com chuteiras. Ao nosso ver, trata-se de um negócio particular, lucrativo, que mereceria sérias investigações e, ao que nos parece, dependente de uma multinacional na qual não investiríamos as nossas fichas. Continue lendo “7 a 1. Sóóóó???!!!…”

A vida e o absurdo

Texto de P. Alcides Marques, CP

No dia 11 de agosto de 2014, recebemos a notícia da morte de Robin Williams, ator que estrelou excelentes filmes como “Sociedade dos poetas mortos”, “Uma babá quase perfeita” e “Patch Adams – O Amor é Contagioso”. Soubemos que ele cometeu suicídio. E a pergunta que ficou em nossas mentes era a seguinte: como é que uma pessoa que interpretou papéis tão marcantes e humanos foi vítima de mais esta cilada da vida? Ele não sabia tanta coisa boa sobre o viver, como é que tomou uma decisão desta natureza? Soubemos que ele enfrentava uma terrível depressão. E provavelmente foi esta depressão que o levou ao suicídio. Acredito no valor dos remédios antidepressivos, mas os mesmos não podem sozinhos resolver os dilemas da vida humana, sobretudo aqueles que levam as pessoas a não suportarem mais viver. Precisamos refletir mais sobre esta questão. É difícil, mas vale a pena. Continue lendo “A vida e o absurdo”