Texto de P. Mauro Odorissio, CP
Para o Apóstolo, nossos corpos são templos vivos de Deus, morada do Espírito Santo (1Cor 3,16-17). Como tais, são dignos de toda veneração, merecedores de todos os cuidados. Mas, ele sentia que o corpo carrega o peso de ser originário da terra. Assim sendo, algo nele o leva a regressar ao pó donde veio (Rm 7,15-24). Contudo, sente em si existir, também, o “sopro divino” recebido na criação. Dessa maneira, misteriosa força interna o faz abrir os corações ao alto (Gn 2,7). Por isso mesmo se vê atraído pelas alturas, porque o Crucificado, ao morrer, agora em especial criação, lhe “entregou o espírito” (Jo 19,30). Continue lendo “Como num espelho”

